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Aplique Rendas em Suas Roupas


Rendeiras, sempre usei muita renda nos meus trabalhos. E sempre sobrava retalhos que eu juntava em um pequeno baú, e por lá ficavam, envelhecendo, amarelando com o tempo. Um dia, resolvi abrir a fechadura e liberar tudo o que havia na caixinha.

Por que não reaproveitar os restos das costuras? Basta usar a imaginação e tudo pode ser reciclado, desde linhas a pedaços de tecidos, até retalhos de couro.

Resolvi decorar blusas, vestidos e casacos com estas aplicações de renda. Ou seja, decidi reaproveitar materiais que antes eram jogados no lixo e customizar peças antigas, deixando-as mais atuais e cheias de estilo.

Rendeiras, eis algumas idéias que deram um “UP” no meu armário.

1. Aplicação de rendas avulsas: São compradas por unidades em armarinhos, apresentando diversos motivos, cores e tamanhos. Vão desde golas enfeitadas a delicadas flores.

Geralmente, são de Guipiur 100% viscose, permitindo o tingimento pelo corante Tingecor Guarany, comprado em armarinhos, lojas de trabalhos manuais, papelarias, mercados,...

Aplicações de renda à venda no site da GJ Tecidos.







Aplicações de renda que eu encontrei em um armarinho ao lado de minha casa. Este floral deu um toque sofisticado a esta blusa que fiz para minha mãe.



Rendeiras, fiz esta bata em Cambraia 100% algodão e apliquei rendas avulsas 100% seda, que comprei quando estive em Paris. Mas aqui no Brasil, não ficamos nada a dever aos franceses. Já encontrei aplicações em armarinhos de São Paulo, principalmente na 25 de Março, que eram verdadeiras obras de arte. Vale a pena procurar.





2. Telas bordadas: São compradas em lojas de tecidos, de noivas e vendidas a metro. Basta recortar os motivos que estão na tela e aplicar sobre a peça ou tecido.

Geralmente, são de 100% poliamida, permitindo o tingimento pelo corante Vivacor Guarany, comprado em armarinhos, lojas de trabalhos manuais, papelarias, mercados,...

Tela Bordada à venda no site GJ Tecidos.



Rendeiras, fiz um vestido em Cambraia 100% linho. Comprei uma linda tela bordada, 100% poliamida. Recortei as flores e apliquei na pala da frente do vestido. Agora, estou bordando sobre o aplique (O Guia Essencial de Bordados de Betty Barnden tem mais de 200 pontos fotografados e explicados, como já foi dito aqui neste blog), afim de deixar meu vestido mais romântico e colorido. Ainda não o terminei, mas aqui vai um pouquinho do meu trabalho.




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A História do Bordado


Bordado é a arte de ornamentar os tecidos com fios diferentes, formando desenhos. Esse trabalho executa-se à mão ou à máquina, com agulhas de várias grossuras e feitios, inclusive as de gancho ou crochê. Os fios empregados para bordar podem ser os mais variados: algodão, seda, linho, ráfia, ouro e prata, e ainda de fibra sintética, náilon, acrílico e celofane. O bordado, além dos fios, complementa-se com outros elementos que vão de materiais preciosos, como ouro, prata, pérolas, pedras preciosas, lantejoulas e canutilhos, até os mais rústicos, como sementes, conchinhas, palha, contas de vidro ou de madeira etc. O bordado pode ser plano ou em relevo, que por vezes o torna semelhante a uma escultura.

Nas civilizações antigas que se desenvolveram às margens do Eufrates, a arte do bordado foi muito cultivada. Nos monumentos da Grécia antiga, aparecem figuras com túnicas bordadas.

Cópia romana de original grego, 50 a.C. – 50 d.C. Traje grego mais sofisticado. A Roupa e a Moda, James Laver, Editora Companhia Das Letras.

Porém, foi a partir do século VII que o interesse pelo bordado se tornou sistemático no Ocidente. Nos séculos seguintes, sua prática intensificou-se, a ponto de abadias e mosteiros se transformarem em verdadeiras oficinas de artesanato. As rainhas e suas damas também se dedicavam ao bordado. Em breve apareceram armas, brasões, escudos e pendões bordados a cores e em ouro e prata. No século XVI, difundiu-se o costume de bordar cenas semelhantes a pinturas, reproduzindo temas religiosos e históricos.

Na Renascença, o bordado assumiu a condição de artesanato puramente decorativo. Já então não se limitava a ornamentar as vestes religiosas e civis: seu uso estendeu-se à decoração de interiores, em tapeçaria, estofos para móveis, reposteiros, etc. No século XVII, começaram a bordar as toalhas de mesa e, no século XVIII, as roupas íntimas, aparecendo assim o bordado a branco.

Francisco I da França; início do século XVI e Madalena, duquesa de Neuburg; início do século XVII. A Roupa e a Moda, James Laver, Editora Companhia Das Letras.

Em 1821, um operário francês inventou a primeira máquina de bordar. Com seu aperfeiçoamento e sua multiplicação, o século XIX conheceu o declínio do bordado. Porém, já no final do século, surge o movimento "Arts and Crafts" ("Artes e Ofícios") e, nas mãos de William Morris, a arte de bordar é revitalizada.

No início do século XX, apesar de ser possível a reprodução mecânica de todos os tipos de bordados, certos gêneros caíram em desuso e ocorreu um fenômeno de revalorização dos bordados manuais que se tornaram símbolos de alto nível social.

Abrigo de noite para ida ao teatro, 1900 - 1903. Moda – Desde el Siglo XVIII al Siglo XX, Instituto de la Indumentaria de Kioto, Editora Taschen.

Até a década de 1950, inclusive, era costume o uso de peças bordadas em branco sobre branco: lençóis, toalhas de mesa e lenços. A partir da décadas de 60 e 70, o uso de materiais alternativos, pesquisas de novas fibras para tecidos e tendências extravagantes ou ecológicas da moda fizeram com que, periodicamente, surgissem peças de vestuário feminino em tecido ou tricô bordados com aplicações de conchinhas, miçangas, sementes, plaquinhas de metal etc. Tais fenômenos atestam a vitalidade e a capacidade de renovação da arte de bordar no século XX.

Paco Rabanne, 1969 e Thea Porter, 1970. Moda – Desde el Siglo XVIII al Siglo XX, Instituto de la Indumentaria de Kioto, Editora Taschen.

Hoje, o bordado é a principal atividade artesanal em 75% dos municípios brasileiros. Com as cooperativas de bordadeiras, mulheres passaram a sustentar suas famílias, chegando a ter seus trabalhos exportados.

Rendeiras, eis duas pérolas na forma de livros de bordados, ambos comprados na Livraria Saraiva:


Guia Essencial de Bordados de Betty Barnden, Editora Lisma. Este livro inclui mais de 200 bordados, desde os pontos de cruz e de cadeia até os de aplicação de ornamentos e de enchimento. Os pontos estão apresentados de acordo com a sua utilização e estão explicados com fotografias e esquemas. Este é praticamente um livro de cabeceira para mim. A maioria dos meus bordados fora feito a partir das orientações de Betty.



La Indumentaria Tradicional em Detalle, Editora GG moda. Este livro mostra a excepcional variedade de peças de vestuário existentes no Victoria and Albert Museum. Trajes de vários países e de épocas diferentes têm suas técnicas de bordados, seus tecidos e modalagem analisados. Um livro fantástico.


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O Origami na Moda


Origami é a arte japonesa de dobrar papéis. Ori vem do verbo "oru" que significa dobrar e gami vem da palavra "kami" que significa papel e quando ditas juntas a letra "k" é substituída pelo "g".

Segundo Carlos Genova, autor do livro Origami – Dobras, Contas e Encantos, da Editora Escrituras, a origem do origami é desconhecida, mas parece que surgiu na China. No entanto, foram os japoneses que impulsionaram o cultivo desta prática e, hoje, é considerado um patrimônio de sua cultura. Monges budistas coreanos teriam levado o segredo da fabricação do papel, da China para o Japão.

Na Europa, há uma tradição de dobrar papéis, enxergando no origami um valor pedagógico. As figuras montadas através das dobraduras são mais populares, como galinhas, pássaros, corações, avião, cisnes,...

O origami também está presente na nossa vida cotidiana, seja dobrando uma camisa que será guardada na gaveta, nas embalagens de hambúrgueres e batatas fritas dos fast foods, embalando um presente, e até na moda, definindo tendências e estilos.

Rendeiras, vejam estes estilosos trabalhos em origami:


Estes brincos em origami impermeabilizado são de uma artista fantástica chamada Nathália Miwa Itai. Seu trabalho pode ser contactado no site http://www.brincosdeorigami.com.br/ , pelo e-mail nathaliaitai@yahoo.com.br , na feira do bairro da Liberdade, em São Paulo, e também pelo telefone 55(11) 3275-1056.

Priscilla Darolt, SPFW, Verão 2008

Erika Ikezili, SPFW, Verão 2007

Detalhe de uma jaqueta feminina vintage, em seda estampada, China (Hong Kong), 1950-1960. La Indumentária Tradicional em Detalle, Editora GGmoda.


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A Beleza do Tie-Dye


Tie-dye é uma técnica de pintura milenar que significa amarrar e tingir tecidos, produzindo sempre um efeito inesperado. Outros procedimentos foram introduzidos nesse tipo de tingimento, resultando no efeito tie-dye com manchas coloridas.

Esse processo pode ser feito em blusas, saias, vestidos, fronhas, lençóis, cortinas, enfim, qualquer tecido que possa ser colorido. No varejo, há 2 tipos de corantes: o que tinge algodão, linho, viscose, rami ou juta, e outro que colore nylon, poliamida, lã, lycra e sedas.

Mesmo utilizando o corante ideal para o tipo de fibras específica, é sempre bom fazer um teste.

Eis um passo-a-passo do método tie-dye de tingimento:

--Material--

*01 panela onde caiba, com sobras, o tecido a ser tingido
*Corante para o tecido específico
*01 colher de pau
*01 tesoura
*01 rolo ou pedaços de barbante ou elásticos
*01 coador
*Fixador para corante da mesma marca do corante usado
*Água suficiente para cobrir o tecido
*Tecido a ser tingido


--Passos--

1. Adicione o corante em uma panela de água fervente suficiente para cobrir o tecido.

2. Mexa bem com uma colher de pau até o corante ser totalmente dissolvido. Logo após dissolver, eu prefiro coar o líquido para retirar eventuais cristais de corante que possam ter ficado no fundo da panela e, assim, não manchar o tecido.

3. O tecido é bem amarrado ainda seco e, depois, umidificado.

4. Coloque dentro da panela o tecido ainda úmido e amarrado.

5. Mexa com a colher de pau por ½ hora.

6. Após tingir, retire o excesso de tinta com água corrente e corte os barbantes.

7. Enxágüe o tecido até que ele não solte mais tinta.


--Fixação--

Dissolva o fixador em uma panela com água suficiente para cobrir o tecido. Mergulhe o tecido, ainda úmido, e mexa por 20 minutos. Depois, lavar em água corrente.


--Secagem--

Deixe secar à sombra ou na secadora por aproximadamente 12 horas.


--Como ocorre o efeito tie-dye--

O tingimento será menor na parte em que for torcido e amarrado.
Quanto mais torcer e prender o tecido com barbante, menos área será atingida.


--Alguns Efeitos Legais--



* Círculos abstratos: Você deve planejar em qual lugar do tecido vão se situar os círculos sem a cor. Pegue o tecido no meio de onde você quer que os círculos apareçam. Segure o tecido no ponto desejado e deixe o restante solto, caído. Torça e amarre somente os trechos do tecido que não serão tingidos.



* Em listras: Torça levemente o tecido e amarre com barbante, dando várias voltas em alguns trechos.



* Amassado: Amasse bem o tecido, juntando-o bastante. Forme uma “bola” com o tecido. Amarre com barbante ou elástico, apertando bem a “bola” de tecido, cruzando este amarrado por vários pontos.



* Degradê: Esta palavra significa mudança de tom de uma cor, clareando ou escurecendo. O tempo que o tecido ficar dentro do corante definirá o tom da cor. Quanto mais tempo no corante, mais escuro será o tom da cor. Eu coloco uma parte do tecido por 25 minutos e mexo bem pouquinho (só uma marolinha), para não respingar no tecido que está fora do corante. Desço mais um pouco de tecido, mergulhando no corante, por 1 minuto. Depois, deixo o último tom apenas alguns segundos (10 segundos). O tecido fica com 3 tons em uma única cor.

Rendeiras, vejam estes lindos trabalhos em tie dye:


Eis os vídeos das amarrações quadradinho e espiral. Estas amarrações são as mais vistas no comércio. Aliás, há vários vídeos da Expert Village com diversos tipos de amarrações, apresentados por um maluco beleza com gorro esquisito, no You Tube. Agora é só se divertir.

Quadradinhos:



Espiral:





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